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Bloco de Carnaval Tirando o Queijo

Forma de Expressão

“O bloco é a vontade de você brincar na sexta-feira, sem precisar se deslocar da Várzea principalmente os moradores do bairro, não precisar ir para outro local, e ter aqui animação, oportunidade de curtir as tradições carnavalescas da nossa cidade.”

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Zé Carlos

A troça carnavalesca “Tirando o Queijo”, surgiu a partir da ideia de movimentar o bairro nas sextas-feiras de carnaval, pois nesses dias os moradores da comunidade precisavam se deslocar para outros bairros, afim de brincar o carnaval, já que não havia blocos locais que se apresentavam no bairro. No intuito de oferecer uma proposta mais acessível aos moradores, a família Vidal, junto aos seus amigos, idealizaram o bloco “Tirando o Queijo”. A troça sai em cortejo todos os anos, na sexta-feira de carnaval, na Várzea (Recife-PE). Ao longo dos seus três anos de existência, o bloco se tornou uma tradição, sempre muito esperada pelos moradores da comunidade. Hoje, a troça já incorporou em sua concentração uma orquestra de frevo, tradição das troças carnavalescas locais. A troça carnavalesca é uma manifestação cultural típica do carnaval brasileiro, especialmente popular no Nordeste do país, também conhecida como "bloco de rua" em algumas regiões. O bloco Tirando o Queijo vem se destacando pela participação ativa dos moradores, e por trazer a valorização das manifestações culturais locais, que é outra característica muito presente nessa manifestação artística..
Idealizada e composta por moradores do bairro da Várzea, a troça carnavalesca faz seu cortejo nas ruas da Várzea, em volta da praça
local conhecida como Pátio do Rosário. Sua concentração desde a fundação é na Rua Azeredo Coutinho, na casa da família Vidal, responsável juntamente a amigos pela iniciativa de criar o bloco. O nome “Tirando o Queijo” surge devido a um dos integrantes da família ter um comércio onde se vendia produtos laticínios, destacando-se a comercialização de queijos. Em uma conversa com amigos e familiares, eles mencionam como o dono do comércio passava o dia inteiro “tirando” o queijo do freezer para mostrar aos clientes. Além disso, o nome também remete a uma antiga brincadeira popular regional, onde as pessoas usam o termo “tirando o queijo” para se referir a uma questão de natureza sexual. A instigante vontade de brincar na troça carnavalesca, vem aumentando o número de participantes do bloco todos os anos. Após o cortejo do bloco pelas ruas do bairro, há concentração novamente no mesmo local de origem, para aproveitar as atrações trazidas para animar a noite, como orquestras, afoxés e maracatus.

Relações e práticas envolvidas

Essa festividade anual vai além das marchinhas e dos adereços coloridos; ela é um verdadeiro elo que conecta corações e almas da comunidade local. O bloco, sendo um verdadeiro representante da cultura do bairro, é enraizado nas tradições e nos valores compartilhados por seus moradores. Essa essência tão característica transforma a troça em algo mais do que uma simples celebração: é um momento especial de reencontro com a história e a identidade de Várzea.

Pessoas envolvidas e função social do bem

O bloco conta com a presença de pessoas muito importantes e engajadas, além dos membros familiares, um grupo de amigos íntimos também faz parte dessa equipe engajada na organização do bloco. Essa união familiar e de amigos próximos torna possível a realização de um carnaval verdadeiramente especial e memorável para a comunidade. O bloco contribui para a coesão social dentro da comunidade, aproximando os moradores e estabelecendo laços de amizade entre diferentes grupos da região. Além disso, o envolvimento dos moradores na organização do bloco fortalece o sentimento de pertencimento ao bairro e fomenta a participação cívica, pois todos se unem em prol de uma festa que beneficia a todos.

Saiba mais

A simplicidade e a coletividade são valores fundamentais que permeiam essa manifestação cultural. Por opção, o bloco carnavalesco não oferece serviço e, assim, preserva sua essência comunitária e familiar. Essa decisão reforça o caráter participativo da festa, onde todos se unem para compartilhar alegria e celebração de forma espontânea e igualitária.

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