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Rio Capibaribe

Lugar

“Hoje, o Rio Capibaribe ele nem parece mais com aquele que conheci há 50 anos atrás, com suas águas cristalinas que chegava a brilhar, que era tão limpa e pura, não tinha frescura cheguei a tomar. Só que ele hoje chora, as autoridades ignoram fingindo não ver, com ele agonizando, chorando pedindo pra não morrer.”

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Dão do Samba

O Rio Capibaribe é um estuário pernambucano, que está sendo, há tempos, impactado pelas ações de poluição e abandono do poder público. No antepassado no Bairro da Várzea, tinha suas águas cristalinas, uma importante fomentação econômica-social para as famílias ribeirinhas, com a pesca de camarões, siris e peixes para a alimentação e comercialização. Um lugar também de lazer, passeios com jangadas e banho de rio. Atualmente o Rio Capibaribe é deságua dos dejetos das comunidades ribeirinhas da Várzea, como o 7 Mocambo, Vila Arraes, Beira Rio, Malvinas, entre outras, como também da cidade de Camaragibe e São Lourenço da Mata, sendo assim um descaso do poder público. Várzea do Capibaribe, como o bairro era chamado antigamente, já mostra como a relação com o Rio Capibaribe é regada de afetos. O rio Capibaribe que corta o bairro da Várzea, já foi rota de comercialização na época da colonização da Cana de açúcar, os banhistas que vinham de diversas regiões acreditavam que o banho no rio, tinha poder de cura. O Rio Capibaribe, já foi e ainda é utilizado como uma forma de transitar pelo bairro, uma forma de atravessá-lo e chegar na UR-7 Várzea, conhecida como Várzea de Cima. Para as pessoas que moram perto, há uma grande diversidade na paisagem, diversas espécies de pássaros e árvores, tendo um clima agradável. Em tempos de chuva, há uma preocupação, por questões de cheias.

Relações e práticas envolvidas

A relação do Rio Capibaribe com o bairro da Várzea  é uma  questão de sobrevivência, quando sua água não era poluída, o rio tinha uma relação de comercialização, lazer, e de atividade como por exemplo, lavagem de roupas. Atualmente, o rio ocupa um lugar de memória afetiva para as pessoas ribeirinhas, que relembra com muito prazer os momentos vivenciados, também é um lugar de inspiração para os artistas varzeanos, onde através da sua paisagem são criadas músicas, poesias, e denúncias pelo abandono do poder público.

Pessoas envolvidas e função social do bem

As pessoas ribeirinhas têm um cuidado com a preservação do rio, existindo ainda o desejo de voltar a sobreviver dos peixes, siris, camarões que antes era pescado, onde servia de alimentação e comercialização. Há ações de coletivos independentes que fazem mutirões para a limpeza do rio, reduzindo assim a proporção do risco de enchentes em época de chuva.

Saiba mais

Atualmente o rio contribui no trânsito da Várzea para a Ur7-Várzea, com jangadas independentes dos moradores. Podendo ser localizado em diversos pontos do bairro da Várzea, como por exemplo, na comunidade do Sete Mocambo, e ao longo da Vila Arraes, até a Avenida Caxangá.

Contato

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